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Quando contratar um funcionário para sua agência de viagens? Veja os sinais

07/08/2025—Isabela Braga—Nenhum comentário
Conteúdo fechar
Quando contratar um funcionário para sua agência de viagens? Veja os sinais
Como está a estrutura da sua agência hoje?
Gatilhos que indicam que está na hora de contratar:
1. A demanda está crescendo de forma consistente
2. Você (ou sua equipe) não está dando conta de tudo
3. Existe um gargalo operacional que não pode ser resolvido com tecnologia?
4. A sua equipe está sobrecarregada?
5. Existem oportunidades de crescimento?
O que fazer antes de contratar?
2. Identifique a função prioritária
3. Avalie a saúde financeira do negócio
4. Escolha o tipo de contratação mais viável
E se ainda não for o momento de contratar?
Dica final de agente de viagens: a diferença entre a primeira e a segunda contratação
A primeira contratação
A segunda contratação
Conclusão: contratar ou não contratar?

Quando a rotina aperta, o cansaço bate e as tarefas parecem não ter fim, é comum que a primeira ideia do dono da empresa seja contratar alguém.

Mas… esse é mesmo o próximo passo ideal e lógico?

Antes de abrir uma vaga, eu quero te convidar a refletir comigo: será que você está mesmo no momento certo para contratar ou só está precisando organizar os seus processos e usar melhor a tecnologia para ganhar produtividade? 

Pois bem. Vamos caminhar juntos por essa análise!

Como está a estrutura da sua agência hoje?

Primeiro, respire fundo e responda com sinceridade.

Qual sistema você usa para gerenciar sua agência?
Se a resposta for “nenhum” ou “só umas planilhas que eu criei”, talvez o problema não seja falta de equipe, e sim a ausência de ferramentas adequadas.

Seu fluxo de vendas está mapeado?
Você registra o histórico de conversas com os clientes? Além disso, consegue encontrar facilmente documentos e orçamentos enviados?

Como você organiza suas tarefas diárias?
Se ainda está no caderno ou tentando lembrar de tudo de cabeça, a sobrecarga, inevitavelmente, vai chegar.

E o financeiro?
Você tem controle sobre pagamentos e recebimentos? Usa alguma tecnologia para automatizar esse processo?

Respondeu as perguntas percebeu que a sua rotina está bagunçada? Então, você provavelmente não precisa contratar agora. O que precisa, antes de mais nada, é arrumar a casa. Aliás, começar por essa etapa é o que permitirá que sua agência cresça de forma estruturada e sustentável.

Sem essa organização, você continuará preso a uma rotina lenta e manual, o que impede sua atuação como gestor e estrategista.

E se a sua agência já estiver bem estruturada, com processos definidos, boas ferramentas e tudo funcionando em harmonia, ótimo! Nesse caso, podemos avançar para o próximo nível.

Gatilhos que indicam que está na hora de contratar:

1. A demanda está crescendo de forma consistente

Ou seja: o volume de trabalho vem aumentando mês após mês, não só em picos esporádicos. Janeiro foi excelente, mas fevereiro e março voltaram ao normal? Pode ser só sazonalidade.

Agora, se o ritmo segue acelerado por vários meses, isso pode indicar um novo patamar do negócio.

2. Você (ou sua equipe) não está dando conta de tudo

  • Você sente que está deixando passar atendimentos?
  • Não consegue fazer pós-venda, retrabalhar sua base ou revisar campanhas porque o tempo não dá?
  • Fica sempre apagando incêndio e deixando tarefas importantes, principalmente financeiras, para depois?

Esse é um sinal claro de que o time precisa de reforços.

3. Existe um gargalo operacional que não pode ser resolvido com tecnologia?

Ou com a estruturação e reorganização do trabalho?

Você já utiliza o sistema Monde, importa vendas, faz conferência automática de faturas dos fornecedores, conta com relatórios gerenciais completos, organiza o histórico dos atendimentos, cria orçamentos pelo sistema e tem tudo isso bem organizado — mas ainda assim enfrenta falhas operacionais que impactam a qualidade da entrega ou te fazem perder oportunidades? 

Isso significa que a demanda cresceu muito.

4. A sua equipe está sobrecarregada?

Ou a qualidade do atendimento começou a cair?

Um colaborador comprometido, só que sobrecarregado, pode não entregar o seu melhor.

E se você trabalha sozinho, sabe o quanto é difícil manter a excelência quando não se tem tempo nem para respirar.

Reclamações por demora, orçamentos cobrados e insatisfação crescente podem gerar detratores, e não apenas perda de vendas.

5. Existem oportunidades de crescimento?

Ou de venda de novos serviços que estão sendo deixadas de lado por falta de equipe?

Por exemplo: talvez você tenha vontade de criar uma campanha de marketing para divulgar um novo destino, porém, deixa a ideia de lado porque sabe que, se os pedidos começarem a chegar, não vai dar conta de atender. 

E aí, por receio, você acaba se limitando a trabalhar só com o que já tem — mesmo sabendo que poderia expandir suas vendas criando páginas, campanhas ou divulgando grupos.

Uma empresa só cresce com pessoas. Pense nisso!

O que fazer antes de contratar?

Agora que você já entendeu os sinais, vem a parte estratégica. Veja o que o gestor deve analisar antes de começar o processo de contratação.

2. Identifique a função prioritária

Qual profissional faria mais diferença agora?

Pode ser um vendedor, um SDR (profissional que faz a qualificação de leads e prepara o terreno para a venda), alguém para o financeiro ou até uma pessoa focada em conteúdo. Tudo depende do seu momento e da sua estratégia.

3. Avalie a saúde financeira do negócio

Aqui é pé no chão, pois a sua agência precisa ter caixa para contratar.

E mais, precisa ter caixa estável.

Contratar alguém envolve treinamento, adaptação, o que significa que o retorno não é imediato. Em vendas, por exemplo, pode levar meses até que a nova pessoa comece a gerar resultados.

Dica prática:
Analise o seu plano de contas, entenda seus custos fixos, variáveis e receitas. A contratação não pode comprometer a saúde do negócio.

4. Escolha o tipo de contratação mais viável

Você pode optar por:

  • CLT, se busca estabilidade e presença integral;
  • Estágio ou Trainee, para apoio com custo mais baixo (mas alto investimento em treinamento e capacitação);
  • Freelancer ou PJ, para demandas específicas ou menos contínuas.

E se ainda não for o momento de contratar?

Isso não é um problema, é só um sinal de que ainda dá pra melhorar com o que você já tem.

Nesse caso, foque em:

  • Otimizar processos,
  • Delegar com mais estratégia,
  • Automatizar tarefas repetitivas,
  • E documentar tudo para, quando for contratar, o onboarding (treinamento inicial) ser mais rápido e eficiente.

Inclusive, recomendo fortemente que você leia:

  • Como organizar o processo de vendas da sua agência
  • Guia prático de gestão financeira para agências

Eles vão te dar clareza e preparo para a próxima fase do seu crescimento.

Dica final de agente de viagens: a diferença entre a primeira e a segunda contratação

Conversei com a Diana Carvalho, proprietária da agência Mundo4e. Ela tem considerações interessantes sobre o tema contratação:

A primeira contratação

A primeira contratação acontece quando a agência ainda é, basicamente, você em versão exausta: tudo depende da sua cabeça, não há processos claros, cada dia funciona de um jeito e a rotina muda conforme o humor (e o volume de “pepinos” da semana). 

Não é apenas uma questão de aliviar a carga, pois essa pessoa chega para ajudar a decifrar o caos de uma agência que começou a crescer e já não dá mais conta sozinha. 

Normalmente, ela vê a bagunça de perto, aprende com você, que também ainda está aprendendo, e ocupa um espaço meio instável, misturando confiança com tentativa e erro. Quase sempre faz um pouco de tudo, porque você ainda nem sabe direito o que precisa delegar.

Quando chega a segunda contratação, o jogo vira. Você já experimentou ter alguém ao lado, precisou ensinar, organizar-se e respirar fundo para não explodir com erros bobos, e isso te obriga a crescer. 

A segunda contratação

A segunda pessoa entra em um cenário com mais clareza, estrutura e consciência: você deixa de contratar só para “ajudar” e começa a montar um time de verdade. A primeira contratação é mais emocional; a segunda já é (ou deveria ser) estratégica. É nesse momento que o negócio começa a ganhar forma.

Para quem já tem uma equipe maior e está acostumado a um time minimamente organizado, o desafio muda. 

O problema deixa de ser apenas “como contratar” e passa a incluir “como manter a cultura viva, distribuir bem as funções e evitar que você, o dono, vire gerente de incêndio. 

Aliás, é fácil cair na armadilha de ter um monte de gente e continuar centralizando tudo, ou pior, formar um time que não caminha sozinho porque depende de você para tudo. Nesse estágio, a contratação precisa ser ainda mais cirúrgica. 

Conclusão: contratar ou não contratar?

Contratar é uma decisão importante e que, por isso, não pode ser feita só na emoção do cansaço.

Se, depois dessa análise, todos os sinais apontarem para o “sim”, vá em frente com planejamento e segurança.

Mas se ainda não for a hora, tudo bem também. Organizar a casa agora vai te poupar dores de cabeça lá na frente e vai preparar tudo para a pessoa certa entrar na hora certa.

E você? Como está a situação na sua agência?

Se este conteúdo te ajudou, compartilhe com colegas agentes e nas suas redes sociais. Vamos espalhar conhecimento e profissionalizar cada vez mais o nosso mercado!

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Financeiro Gestão Marketing Sem categoria Vendas

Isabela Braga

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