A sociedade do cansaço e o poder das viagens
Neste conteúdo, você vai aprender sobre sociedade do cansaço e o poder das viagens. Leia sobre turismo de bem-estar e turismo bleisure!

Agente, já parou para pensar que estamos vivendo a era da superinformação?
O que quero dizer com isso é que, constantemente, nós somos “atacados” por estímulos (vídeos, textos, danças, assuntos) dos mais variados canais, sendo as redes sociais um exemplo claro dessa avalanche.
Fique comigo para falarmos sobre sociedade do cansaço e turismo de bem-estar!
Era da superinformação, sociedade do cansaço e o trabalho do agente de viagens
Me conta, você está totalmente concentrado na leitura deste material ou já se pegou divagando sobre o passageiro que embarca amanhã e o roteiro que precisa criar?
Se focar está um pouco difícil, saiba que existe uma razão para isso: nós temos muitas responsabilidades dividindo nossa atenção.
Sendo um agente de viagens, você entende essa situação como ninguém. Afinal, é muito comum que a pessoa nessa profissão esteja no comando de muitas atividades diárias (o termo eugência nunca fez tanto sentido), o que atrapalha o pensar no presente.
Mas além das obrigações do trabalho, nossa atenção é disputada como uma mercadoria. Em outras palavras, empresas competem para capturar nosso interesse no mundo online, você já percebeu?
O produto viagens, por exemplo, é muito divulgado com conteúdos que falam para onde viajar, em qual época, o que levar, o que fazer no destino, etc. Inclusive, existem muitos influenciadores que atuam nessas divulgações.
E isso nos leva a dois pontos:
1- Está cada vez mais difícil se destacar no meio online;
2- Para alguém que deseja viajar, a tarefa de filtrar e entender o que está buscando nesse mar de informações é desafiadora.
Quantas histórias já ouvimos de viajantes que estavam empolgadíssimos planejando a própria viagem, mas perceberam que essa tarefa causou mais estresse do que deveria? Pesquisar, filtrar e compreender os diversos conteúdos da internet sobre destinos e atrações é um trabalho que exige conhecimento técnico.
No entanto, os problemas não se encerram no planejamento, concorda? A viagem pode se transformar em uma experiência ruim quando:
- O hotel que o viajante reservou (porque um blogueiro indicou) não era o que ele esperava;
- O restaurante mais badalado do destino não tinha opções para a dieta dele;
- Ele deixou de fora atrações que seriam espetaculares para o seu perfil, pois se programou mal.
Enfim, muita coisa pode não dar certo e a falta de suporte pode piorar ainda mais a situação.
E convenhamos, agente, em meio a tantos estímulos e às tensões diárias de uma sociedade focada no trabalho e desempenho, o que um viajante NÃO quer é mais dor de cabeça no momento que deveria ser uma fuga dos problemas e da rotina.
É aí que entra o tão especial trabalho do consultor de viagens.
Aqui, eu quero falar sobre o seu trabalho e dar algumas sugestões que vão te ajudar a promover um verdadeiro descanso aos seus clientes!
O desaparecimento do descanso é um fator que está em alta
“Trabalhe enquanto eles dormem”. Já ouviu essa frase? Só de ler isso, eu já me sinto cansada.
A verdade é que nós estamos cansados e não há problema nenhum em admitir isso, porque o nosso nível de produtividade causa esse esgotamento.
É justamente por isso que esperar as férias e sonhar com uma viagem são coisas cada vez mais comuns.
Ou seja, viajar, no contexto atual, já não se resume mais a conhecer um lugar novo. É sobre escapar da rotina.
Portanto, podemos dizer que as agências não vendem apenas pacotes, mas oferecem a chance de alívio. Byung-Chul Han, autor do livro Sociedade do Cansaço, diz que:
Quando li isso, não pude deixar de pensar em como o papel das agências de viagens é relevante.
Em um contexto em que estamos nos afastando e vivendo uma verdadeira epidemia da solidão, viajar é um ato de reconexão, de encontros; exatamente aquilo que tanto precisamos.
Então, depois dessa introdução, você deve estar pensando: “nossa, minha profissão é muito importante”.
Sim, é verdade! Seu trabalho é valioso, impacta positivamente a vida de muitas pessoas e deveria ser mais reconhecido. Embora ainda haja um longo caminho a percorrer nessa jornada de educação do público e do mercado, acredito que estamos seguindo na direção certa.
Agora, vamos falar sobre turismo wellness, termo que tem tudo a ver com a sociedade do cansaço!
A relação do turismo e bem-estar
Uma pesquisa da McKinsey trouxe um dado interessante sobre a preocupação dos brasileiros com os tópicos de saúde e bem-estar: 74% dos entrevistados na pesquisa disseram que aumentaram sua priorização de bem-estar em comparação com dois anos atrás.
Mas qual a relação entre esse dado e o turismo? TUDO!
Você conhece o termo “turismo wellness”, ou turismo de bem-estar, em português?
Essa maneira de viajar está muito em alta porque ajuda a promover momentos de autocuidado e conexão com a natureza, sendo uma boa fuga da rotina agitada.
As pessoas que buscam o turismo de bem-estar querem, muitas vezes, uma reconexão com a espiritualidade, experiências diferentes da rotina e da cultura com a qual estão habituados, e querem participar de ações sustentáveis que preservem a natureza.
Mas o que leva um turista a buscar um roteiro desse tipo? O esgotamento.
É sobre isso que estou falando aqui: o cansaço da rotina que precisa ser essencialmente produtiva. O turista quer se desligar um pouco!
Isso quer dizer que há um nicho que tem muita chance de crescimento neste e nos próximos anos: o ecoturismo.
Vale a pena ficar de olho nessa busca dos turistas por destinos ligados à natureza para divulgar o que eles procuram.
Além disso, o turismo de bem-estar está ligado a um outro fator que é a disposição do viajante para gastar mais. Isto é, o viajante não está poupando esforços financeiros quando o assunto é relaxar.
Para fecharmos esse tópico, eu vou deixar algumas dicas para atrair turistas wellness com o ecoturismo. Essas informações são do Sebrae e você pode ler o conteúdo completo deles clicando aqui:


Ajude o seu cliente a encontrar equilíbrio entre o descanso e o cotidiano
Eu, você e todo mundo precisamos achar o equilíbrio entre o tempo de celebração, que é um tempo de relaxamento e de tranquilidade, e o tempo cotidiano, que é caracterizado pela rotina do trabalho.
Esses termos estão no livro do Byung-Chul Han e mostram que a profissão do agente de viagens pode se encaixar no descanso e no trabalho.
Nesse sentido, um termo que todo agente de viagens precisa conhecer é bleisure.
Esse conceito faz parte de uma tendência do mercado corporativo, que é o turismo híbrido: negócios e lazer na mesma viagem.
A pandemia tornou mais forte a ideia de aproveitar os momentos.
Sendo assim, quando o segmento do turismo estava retomando as atividades no pós-pandemia, tornou-se bem comum que profissionais aproveitassem suas viagens a trabalho para descansar também. Afinal, por que não?
Pensando nisso, você, agente de viagens, pode ajudar o turista a montar um roteiro com uma logística que permita essa experiência. Pode até sugerir que o seu cliente estenda a viagem por alguns dias para aproveitar algumas atrações do destino.
Essa é uma forma de equilibrar as nossas vidas dentro do modelo de produtividade atual.
Conclusão: viajar existe na sociedade do cansaço
O agente de viagens desafia a solidão da sociedade moderna, oferecendo mais do que pacotes turísticos.
É para ajudar o viajante a compor esse cenário que o afaste do cotidiano por um determinado período e que o ajude a viver experiências de vida, que o agente desenvolve sua função.
Portanto, minha dica para você é simples: valorize o que você faz e trabalhe com empatia. Não fragmente a sua atenção!
Agente, fique à vontade para usar os conceitos deste conteúdo como argumentação de venda e posicionamento do seu negócio!
Comente se fez sentido para você e compartilhe com os colegas de profissão!



