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Golpes digitais mais sofisticados: como proteger a sua agência de viagens

02/24/2026—Isabela Braga—Nenhum comentário
Conteúdo fechar
Golpes digitais mais sofisticados: como proteger a sua agência de viagens
Por que os golpes ficaram mais convincentes nos últimos anos?
1) Phishing: quando a mensagem parece oficial
2) Engenharia social: quando o criminoso “hackeia” o comportamento humano
3) Deepfake: quando a voz e o rosto viram “evidência”
4) Malware: quando o golpe instala um “invasor” no seu computador
5) Checklist rápido para reduzir riscos na rotina da agência
Compras urgentes e embarques próximos exigem atenção dobrada
A agência tem responsabilidades
Como a tecnologia faz parte dessa segurança e cuidado?
Conclusão

Se a sua agência está no meio online, isso quer dizer que você já está no radar das tentativas de golpe. E não é exagero.

Hoje, o ambiente digital virou a vitrine e a principal porta de entrada de clientes. Só que, junto com essa oportunidade, cresce o risco da sua empresa sofrer com ataques e fraudes.

Afinal, quanto mais informações e processos sobre a sua agência você coloca na internet, mais “munição” os fraudadores têm para agir.

E eles não estão, necessariamente, inventando técnicas novas. Na verdade, muitos golpes antigos só ficaram mais sofisticados e difíceis de identificar, principalmente por causa do uso de Inteligência Artificial.

Neste conteúdo, eu vou te mostrar os golpes mais comuns que estão atingindo empresas. Além disso, você vai sair daqui com um checklist para reduzir riscos no dia a dia da sua agência.

Por que os golpes ficaram mais convincentes nos últimos anos?

Antes, era mais fácil identificar tentativas de golpe porque o texto era mal escrito, o e-mail estranho e as mensagens nem faziam sentido.

Agora, essa história mudou.

Com ferramentas de IA, como ChatGPT e Gemini, os fraudadores conseguem escrever mensagens bem estruturadas e com cara de comunicação oficial. E, para piorar, com vazamentos frequentes de dados, muitas abordagens vêm com informações reais, como nome, cargo, empresa e até detalhes internos.

Ou seja, o golpe não chega mais “genérico”. Ele chega com contexto, e isso aumenta as chances de alguém baixar a guarda.

Por isso, o melhor caminho é entender a atuação dos fraudadores. Quando você reconhece o padrão, você ganha tempo para parar, pensar e se proteger.

1) Phishing: quando a mensagem parece oficial

O phishing acontece quando o criminoso se passa por alguém confiável, como banco, Correios, empresa, suporte técnico ou fornecedor. Em seguida, ele manda uma mensagem por e-mail, SMS, WhatsApp ou redes sociais para induzir você a tomar alguma ação.

O objetivo é roubar os seus dados ou o seu dinheiro diretamente.

Esse golpe existe há muito tempo. A diferença é que, hoje, ele parece mais profissional.

Além de mensagens mais bem escritas, o fraudador pode usar dados vazados para personalizar o texto. E quando a mensagem vem com detalhes reais, a chance de alguém acreditar aumenta muito.

Para escrever este material, eu conversei com alguns fornecedores parceiros da Monde. 

O pessoal da Bedsonline, por exemplo, compartilhou comigo que eles:

“Não fazem reserva por e-mail nem por telefone. O agente tem que fazer sua reserva e o sistema exige dupla autenticação com token de celular”. Além disso, “pagamentos são realizados somente online. Não fazem nada offline ou por e-mail”.

Esse tipo de postura mostra que segurança não é só tecnologia, é também processo. Tenha em mente que processo bem definido reduz margem para erro humano.

Só que, falando em erro humano, tem um tipo de golpe que quase sempre depende disso. É a engenharia social.

2) Engenharia social: quando o criminoso “hackeia” o comportamento humano

Muita gente acha que golpe é só “invasão de sistema”, mas nem sempre é assim.

Na engenharia social, o criminoso não precisa invadir nada. Ele engana a pessoa para que ela mesma entregue o que ele quer.

Em outras palavras, ele “hackeia” o comportamento humano. Ele explora confiança, medo, pressa e até a vontade de ajudar.

O roteiro costuma ser bem parecido.

  1. Escolhe um alvo, que pode ser você ou alguém da empresa.
  2. Coleta informações básicas, como nome, cargo, empresa, redes sociais e e-mail.
  3. Cria uma história convincente e se passa por banco, suporte, cliente, chefe ou fornecedor.
  4. Gera pressão com urgência ou medo. Ele usa frases como “é agora”, “vai dar problema” e “preciso disso hoje”.
  5. Pede uma ação, como passar senha ou código, clicar em um link, instalar um programa, fazer um PIX ou transferência, ou enviar dados como CPF, cartão e acesso.

Dica da Orinter nesse sentido:

“Os fraudadores adoram utilizar falsas indicações e comentários de terceiros para criar intimidade e gerar credibilidade. Por isso, verifique sempre se a prova social é verdadeira junto à fonte mencionada. Se possível, análise também o perfil com quem está conversando. Veja se é uma conta nova, ou se têm poucos amigos”.

Até aqui, dá para perceber um padrão. O golpe depende mais de persuasão do que de tecnologia.

Para piorar um pouquinho, agora existe um recurso que deixa o golpe quase “perfeito” aos olhos de quem recebe, o deepfake. 

Resumindo a lógica, a engenharia social monta o roteiro e cria urgência, já o deepfake entrega a “evidência” visual ou sonora que dá credibilidade à história. 

Vou te mostrar como isso funciona logo abaixo.

3) Deepfake: quando a voz e o rosto viram “evidência”

Deepfake é um conteúdo, que pode ser vídeo, áudio ou imagem, criado com Inteligência Artificial para fazer parecer que uma pessoa disse ou fez algo que nunca aconteceu.

Em outras palavras, é uma montagem muito realista.

Na prática, isso costuma entrar como parte da engenharia social. O golpista cria o contexto com história e urgência e usa deepfake para reforçar a confiança, como se fosse uma “assinatura de autenticidade”.

No dia a dia, ele costuma aparecer assim.

  • Em vídeo, quando colocam o rosto de alguém em outro corpo, com movimentos e expressões parecidos;
  • Em áudio, quando “clonam” a voz de alguém para imitar falas e pedidos.

Um cenário possível é o fraudador ligar se passando por um funcionário de algum fornecedor da agência pedindo para “reconfirmar dados”, clicar em um link ou executar algum procedimento.

Em uma live com a Monde, o advogado Marcelo Oliveira, que é especialista em questões jurídicas no turismo, contou um caso real. 

Uma cliente recebeu uma ligação que supostamente era dele. O golpista usou Inteligência Artificial para reproduzir a voz do Marcelo. A cliente estranhou o pedido por causa da urgência e do valor alto da transferência e não seguiu com o contato.

YouTube player

Esse caso deixa claro o perigo dessa ação. 

4) Malware: quando o golpe instala um “invasor” no seu computador

Além de enganar, muitos fraudadores também tentam colocar um programa malicioso no celular ou no computador da vítima.

Isso é o malware. Ele é um software instalado sem você perceber e pode roubar dados, espionar, sequestrar contas ou até travar seus arquivos para pedir dinheiro.

O malware costuma chegar assim:

  • Por link falso no WhatsApp, e-mail ou SMS, com assuntos como “boleto”, “rastreamento”, “nota fiscal” e “comprovante”;
  • Por anexo em PDF, ZIP, Word ou Excel, com nomes como “contrato”, “documento” e “recibo”;
  • Por programa pirata ou “atualização” falsa, como “atualize o navegador” ou “instale este plugin”;
  • Por QR code que leva para um site ou download malicioso;
  • Por falso suporte técnico, quando alguém convence você a instalar um app de acesso remoto.

Aqui, a IA também facilitou o trabalho dos criminosos. Ela reduziu a barreira de “criar algo convincente”. Isso vale tanto para textos bem escritos quanto para páginas falsas mais caprichadas e abordagens mais personalizadas.

Agora que você já reconhece os principais formatos, vamos para a parte prática. O que você faz na rotina para reduzir risco sem travar sua operação.

5) Checklist rápido para reduzir riscos na rotina da agência

Na rotina de agência, é comum resolver pendências no trânsito, em filas ou em qualquer “3 minutos de pausa”. Só que mexer com dinheiro com pressa é abrir espaço para erros.

Então, quando for fazer uma transferência, não faça na correria. Pare e pense.

Em geral, há uma boa chance de ser golpe quando a mensagem pede para você tomar uma ação imediata, fazer um pagamento ou transferir dinheiro, clicar em um link, ligar para um número informado na mensagem, entrar em uma conta com usuário e senha ou fornecer dados pessoais.

Além disso, uma dica bem legal da Orinter é formalizar todos os passos da negociação. Eu sempre bato nessa tecla aqui nos conteúdos porque não dá para o agente depender só da memória ou ficar perdido em um mar de informações espalhadas. Quem trabalha dessa forma acaba abrindo mais espaço para cair em golpes.

A dica da Orinter é:

“Durante o processo de venda, mantenha um registro claro das suas conversas, e-mails e confirmações. No fechamento, se possível, opte por ligação ou chamada de vídeo para reforçar a formalização. Evite concluir vendas baseadas apenas em mensagens curtas, prints ou respostas apressadas”.

E eu complemento com uma recomendação prática: vale anotar essas etapas de negociação no Monde, porque o sistema ajuda a manter tudo seguro, centralizado e organizado.

Compras urgentes e embarques próximos exigem atenção dobrada

Como eu já disse, os golpistas costumam usar urgência como padrão de comportamento. Então, em casos de compras para embarque imediato, a atenção e as conferências, como dados do cartão e titularidade, precisam ser redobradas.

No portal da Schultz, por exemplo, nem é possível emitir produto para embarque imediato:

“Não trabalhamos com embarques de última hora. No nosso sistema, a compra só é liberada quando a data da viagem está a pelo menos 10 dias de distância. E tem mais: não comercializamos somente o aéreo. A emissão precisa estar vinculada ao pacote, garantindo mais segurança e rastreabilidade em toda a operação”.

A agência tem responsabilidades

Conversei também com o advogado Marcelo Oliveira para entender a responsabilidade das agências no tema de fraudes:

“Esse aumento de golpes com uso de inteligência artificial acende um alerta jurídico importante para os agentes de viagens.

Do ponto de vista legal, o primeiro ponto que os agentes precisam ter claro é que fraudes digitais não são mais vistas como eventos totalmente imprevisíveis.

Hoje, autoridades e o Judiciário entendem que golpes fazem parte do risco da atividade, especialmente quando envolvem dados, pagamentos e comunicação com o cliente.

Por isso, cresce a expectativa de que as agências adotem medidas mínimas de prevenção, como: orientação clara ao cliente, canais oficiais de comunicação bem definidos, alertas contra pagamentos fora do padrão e protocolos internos de segurança”.

Outro ponto crucial é a LGPD. Se a fraude envolve vazamento ou uso indevido de dados pessoais, a agência pode ser questionada não só pela fraude em si, mas também pela falta de governança sobre esses dados.

Por isso, ter cláusulas contratuais, políticas internas e registros de boas práticas passa a ser essencial.

Por fim, é importante entender que a inteligência artificial não muda a lógica jurídica básica. Quem demonstra que agiu com diligência, transparência e prevenção reduz muito o risco de responsabilização.

Já quem ignora o tema ou trata como algo distante acaba ficando mais exposto, tanto a prejuízos financeiros quanto a problemas legais”.

Como a tecnologia faz parte dessa segurança e cuidado?

Eu já falei algumas vezes sobre isso, mas acho que vale a pena repetir aqui. O Monde não é só um sistema de gestão que agiliza processos de trabalho (apesar dele fazer isso muito bem), ele é também a ponte que aproxima a sua agência da segurança. 

Como você leu no bloco anterior, é responsabilidade da agência zelar pelas informações do negócio e dos clientes.

E, para cuidar desses dados de verdade, você precisa de tecnologia e um método de organização.

Por isso o Monde é ideal para a sua agência. Ele centraliza informações como dados de clientes, PDFs e documentos, histórico de compras, pagamentos, recebimentos e muito mais.

Isso significa que esses conteúdos não ficam espalhados e vulneráveis. Eles ficam centralizados, com mais proteção, backup e controle de permissões de acesso.

Lembre-se de que uma das responsabilidades do gestor é compreender a jornada das informações do negócio. Informações e documentos espalhados entre Gmail, computadores, planilhas e WhatsApp tornam a agência mais propensa a golpes e fraudes.

Conclusão

Golpes digitais não vão parar de acontecer. O que muda o jogo é o quanto a sua agência está preparada para reconhecer padrões, seguir processos e registrar tudo de forma organizada.

Quer conhecer o Monde? Fale com um analista comercial.

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Financeiro Gestão Marketing Sem categoria Vendas

Isabela Braga

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